Com o objetivo de incrementar as exportações e fortalecer o mercado interno, a indústria de defesa brasileira apresentará os seus produtos na II Mostra BID Brasil. Neste ano, o foco estará centrado na alimentação e rastreabilidade, com exposição dos principais equipamentos de ponta. A mostra acontece entre os dias 3 e 5 de outubro, a Base Aérea de Brasília.
O evento é promovido pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e conta com apoio do Ministério da Defesa.
Para este ano, a expectativa é reunir cerca de 70 empresas que compõem a Base Industrial de Defesa, dentre elas, Embraer, Avibras, Condor, Emgepron, Taurus, Imbel, Iacit, OrbiSat, CBC, BCA, AEL e Flight Technologies. Na edição de 2012, o evento contou com a participação de 50 empresas. O ministro da Defesa, Celso Amorim, participará de solenidade,
O evento reunirá as principais soluções e equipamentos tecnológicos produzidos pela indústria de defesa nacional como radares, VANT (veículo aéreo não tripulado), veículos blindados, linhas de alimentos desenvolvidas para as Forças Armadas Brasileiras, mas que são adequados também para o uso civil, e sistemas de rastreabilidade.
Para o chefe do Departamento de Produto de Defesa (Deprod), do Ministério da Defesa, general Aderico Mattioli, trata-se de uma oportunidade para a indústria de defesa nacional mostrar a qualidade de seus produtos a potenciais compradores. “O Ministério da Defesa vem se articulando para alavancar o setor e assegurar maior participação na balança comercial do país".
Tecnologia dual
Além de conhecer os projetos ligados à defesa nacional, os visitantes poderão verificar como tais tecnologias estão sendo aplicadas no dia a dia da sociedade. “Tecnologias duais são aquelas que podem ser utilizadas para fins militares e civis, um exemplo disso são os radares terrestres, que hoje em dia são usados para o controle das fronteiras e também serviram para auxiliar no controle da segurança durante a visita do Papa Francisco ao Brasil. Outro exemplo refere-se à integração do bilhete único no transporte público de São Paulo, que foi derivada da tecnologia adotada no projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia)”, explica o vice-presidente executivo da ABIMDE, almirante Carlos Afonso Pierantoni Gambôa.
Outro produto que também tem grande importância para as áreas civis e militar é o VANT, que pode ser utilizado para o patrulhamento de locais remotos e também para monitoração ambiental. “Esses e muitos outros exemplos mostram que a nossa indústria de defesa é capaz de fornecer muitas soluções, as mais avançadas, e atender tanto ao setor militar quanto ao civil. Os investimentos em novos projetos e novas pesquisas são essenciais para a manutenção desse potencial. A Mostra BID-Brasil tem esse objetivo, apresentar o que já é possível encontrar no país”, ressalta o vice-presidente da ABIMDE.
Para Ricardo Santana, o diretor de negócios da Apex-Brasil, “a indústria de defesa é um setor estratégico e inovador, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e gerador de empregos de elevada qualificação técnica. O apoio da Apex-Brasil tem o objetivo de promover e posicionar no mercado internacional os produtos e serviços desenvolvidos com tecnologia de ponta brasileira”.
A segunda edição da BID BRASIL também conta com o apoio da Associação para Promoção do Software Brasileiro (Softex), da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). As três entidades, a exemplo da ABIMDE, são parceiras da Apex-Brasil em projetos setoriais desenvolvidos para promoção de exportação de produtos e serviços brasileiros no exterior.
Defesa e segurança em números
Atualmente, a ABIMDE possui 200 associadas.
Empregos: de acordo com a entidade, as companhias que atuam no mercado de defesa geram, juntas, cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando mais de US$ 3,7 bilhões/ano, sendo US$ 1,7 bilhão em exportação, e US$ 2 bilhões em importação.
Futuro: segundo pesquisa realizada pela associação, esses números podem mais que dobrar nos próximos 20 anos devido aos grandes projetos anunciados pelo governo. A expectativa é de que os investimentos girem na ordem de US$ 120 bilhões a longo prazo, sendo US$ 40 bilhões já anunciados para programas voltados para vigilância das fronteiras marítimas, aéreas e terrestres do país.
Até 2020, o Brasil tem a possibilidade concreta de praticamente dobrar o número de postos de trabalho altamente especializados. A estimativa é de que o setor gere cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil indiretos. Já para 2030, a expectativa é ainda melhor, passando para 60 mil novas vagas diretas e 240 mil indiretas.
O setor de segurança, que pode ser dividido em Segurança Privada (que envolve os serviços de vigilância patrimonial) e Segurança Eletrônica (equipamentos de CFTV, alarmes, entre outros), deve apresentar um bom crescimento até o final de 2013. A expectativa para o setor de segurança privada é de 30%, e para segurança eletrônica, de 11%. Os setores movimentam, respectivamente, R$ 20 bilhões e R$ 4 bilhões ao ano. Em 2012, o setor de segurança privada cresceu 14% e o de eletrônica, 9%.
Fonte:
Fotos: Felipe Barra
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4070
O blog Defesa e Armamentos (D&A) divulga noticias que envolvem as forças armadas do brasil visando promover as atividades dessas organizações junto a sociedade.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Brigada de Infantaria Mecanizada testa equipamentos de vigilância
A convite do Comando da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, duas empresas de segurança realizaram demonstração de equipamentos de vigilância durante a Operação Laçador, visando o melhor aproveitamento da tropa em operações de Defesa de Estruturas Estratégicas Terrestres.
Uma empresa apresentou sua Unidade Portátil de Segurança (UPS), que é um reboque equipado com câmeras e sensores que podem atingir até 12 metros de altura e registrar imagens durante o dia e à noite.
O alcance do zoom da câmera é de 1 km e todos os dados captados, inclusive de áudio, são transmitidos por rádio frequência a uma Central de Gerenciamento Operacional. Também apresentou um DRONE com capacidade de enviar imagens em alta definição para a UPS ou para uma tela com receptor de Rádio Frequência, que fica em solo, próxima ao piloto.
Também foi demonstrada a capacidade de alcance e definição de imagem das câmeras da segunda empresa, proporcionando visão termal ou com luminosidade reduzida, mesmo a longas distâncias.
Os equipamentos de monitoramento são essenciais para otimizar a utilização da tropa e reduzir o risco em missões de patrulhamento e vigilância, de forma que um militar capacitado substituiu quase um pelotão na varredura do terreno ao redor da Estrutura Estratégica Terrestre, possibilitando o emprego da tropa, em melhores condições, na reação a possíveis eventos que venham a acontecer.
Fonte: Portal MD
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Apoio Logístico durante Operação de Defesa de Estruturas Estratégicas
Durante a Operação Laçador, o 15º Batalhão Logístico (15º B Log) desdobrou um Destacamento Logístico, com a finalidade de apoiar as ações da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada (15ª Bda Inf Mec) na área de operações.
O Comando da 15ª Bda Inf Mec criou diversos Problemas Militares Simulados operacionais e logísticos, que adestraram os integrantes do 15º B Log, além das atividades reais que envolvem a logística de uma brigada.
Desde o início da Operação foram realizados a estocagem e o transporte (comboios de suprimentos) de alimentos, de combustível e de água; o resgate de viaturas blindadas e não blindadas para a área de manutenção; a manutenção de viaturas e de armamentos; bem como apoio de saúde para os militares que necessitassem de algum tipo de atendimento.
Para a execução dessas atividades foram montadas algumas instalações logísticas, como os Postos de Distribuição das classes I, III e V; o Posto de Suprimento de Água; o Posto Técnico de Material Bélico; a Seção Leve de Manutenção; e a Seção de Evacuação, todos da Companhia Logística de Manutenção.
Para o atendimento de Saúde, a Companhia Logística de Saúde montou o Posto de Triagem, com capacidade de atender feridos leves e graves, durante um tempo limitado.
Fonte: Portal MD
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
EMCFA completa três anos com avanços na coordenação de ações conjuntas das Forças Armadas
O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) completa esta semana três anos de existência. Ao fazer uma avaliação desse período, seu chefe, o general-de-exército José Carlos De Nardi, aponta o que considera hoje o principal desafio do órgão: avançar nas ações de interoperabilidade, ou seja, na coordenação de iniciativas conjuntas envolvendo Marinha, Exército e Aeronáutica. “Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças trabalhem juntas e se adaptem à coordenação do EMCFA”, diz.

Com mais de meio século de serviços prestados à Defesa Nacional, De Nardi lembra que o Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Ele conta que na Europa e nos Estados Unidos há muito tempo existe essa estrutura. “Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível”, esclarece.
Criado em agosto de 2010, o EMCFA planeja de forma estratégica o trabalho conjunto da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. O órgão também presta apoio à atuação de tropas brasileiras em operações de paz, auxiliando ainda nas ações de defesa civil.
Em entrevista, o chefe militar fala sobre as conquistas e os desafios presentes e futuros do órgão, considerado o braço militar do Ministério da Defesa.
Qual foi, nesses três anos, a maior contribuição do EMCFA para o Ministério da Defesa?
Criar uma maior interoperabilidade entre as Forças foi uma das maiores contribuições do EMFCA. É muito importante que elas saibam falar entre si e conheçam o modus operandi uma da outra.
Outra participação importante do EMFCA foi levar cada Força pensar em trabalhar para o conjunto, e não individualmente. A Marinha, o Exército e a Força Aérea já começam a atuar num conjunto de operações.
Com o EMCFA, temos então uma coordenação geral desse trabalho, que deixa de ter característica eminentemente individual.
As operações conjuntas fazem parte do calendário do EMCFA. Que avaliação o Estado-Maior tem desse trabalho e quais são as novas operações previstas?
As operações conjuntas são uma decorrência da interoperabilidade. Todas as movimentações que contam com a participação de duas ou três Forças são coordenadas pelo Estado-Maior.
Quando uma Força trabalha isoladamente, como no caso do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, onde houve a presença de apenas da Força Terrestre (Exército), o EMCFA apenas acompanha os trabalhos.
Isso é diferente do que acontece, por exemplo, nas Operações Ágata, que são conjuntas e contam com a nossa coordenação. A Operação Laçador, que acontecerá em setembro, também está sendo planejada e coordenada pelo EMCFA.
A segurança dos grandes eventos, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, contaram com a efetiva participação das Forças Armadas. A atuação coordenada junto aos órgãos de segurança aconteceu como esperado?
As missões da Marinha, do Exército e da Força Aérea nos grandes eventos tiveram, sim, uma avaliação positiva. Dentro das competências do Ministério da Defesa, não tivemos problemas que levassem ao emprego extraordinário de efetivos das Forças, embora os militares estivessem prontos para atuar em colaboração com os estados que sediaram jogos, no caso da Copa das Confederações.
Atuamos na defesa de estruturas estratégicas, defesa do espaço aéreo, marítimo, defesa cibernética, controle de explosivo e contra terrorismo, com desenvolvimento operacional altamente positivo. Nas nossas reuniões de avaliação, já identificamos os pontos que ganharão atenção maior nos próximos eventos.
Com relação à Jornada Mundial da Juventude, já havia sido determinado que a segurança em Guaratiba seria realizada pelas Forças Armadas. Com a transferência dos dois últimos atos centrais do evento para a Praia de Copacabana, por decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), as Forças também cuidaram da segurança naquela região.
Vale ressaltar que já foram iniciados os preparativos para segurança na Copa do Mundo, envolvendo o MD, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), sob a coordenação da Casa Civil. Para as Olimpíadas, a segurança deverá contar com os mesmos participantes da Copa nos níveis federal e estadual e as gestões necessárias já começaram a ser feitas com o Comitê Organizador Local (COL) e empresas ligadas à segurança desse evento.
Vale ressaltar que já foram iniciados os preparativos para segurança na Copa do Mundo, envolvendo o MD, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), sob a coordenação da Casa Civil. Para as Olimpíadas, a segurança deverá contar com os mesmos participantes da Copa nos níveis federal e estadual e as gestões necessárias já começaram a ser feitas com o Comitê Organizador Local (COL) e empresas ligadas à segurança desse evento.
Com relação ao emprego de contingentes brasileiros em países como o Haiti e o Líbano, dentre outros, como o EMCFA tem coordenado esse trabalho? Haverá modificações como reforço ou retirada de tropas nos próximos meses?
Muito se tem falado sobre esse assunto. A ONU é quem determina a diminuição ou aumento de efetivos nessas missões. Anualmente, uma secretaria das Nações Unidas define as mudanças no efetivo para o período de um ano, que se inicia sempre no mês de outubro.
A redução registrada no efetivo militar do Brasil no Haiti envolveu tropas que estavam naquele país em reforço devido ao terremoto. O objetivo foi adequar o efetivo aos moldes/quantitativo iniciais, registrados no período anterior à tragédia. Estamos aguardando a próxima definição da ONU com relação ao Haiti.
Quanto à Unifil, estive recentemente no Líbano quando fizemos a troca da Nau Capitania, navio que leva o Comando da Esquadra, e também estamos aguardando uma definição da ONU. A ideia é que a embarcação brasileira lá permaneça, bem como nosso almirante no comando da missão.
Quais metas do EMCFA para o médio e longo prazo merecem destaque?
A principal meta é a consolidação do Estado-Maior Conjunto no seio das Forças Armadas. Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças se adaptem à coordenação do EMCFA.
O Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Na Europa e nos Estados Unidos, há muito tempo existe essa estrutura. Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível.
Fonte : Ministério da Defesa
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Ministro da Defesa acompanha a Operação Laçador
No dia 23 de setembro, o Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, acompanhou as atividades realizadas durante a Operação Laçador.
Inicialmente, a comitiva visitou as instalações do Centro de Coordenação e Controle da Operação, onde trabalham os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea que integram o Estado-Maior Conjunto do Teatro de Operações Laçador, responsável pelo planejamento e coordenação geral de todas atividades realizadas pelas tropas no terreno.
Em seguida, a comitiva assistiu a diversas apresentações, tratando de aspectos gerais da Operação Laçador e das atividades realizadas pelo Comando do Teatro de Operações Laçador, pela Força Naval Componente, pela Força Terrestre Componente, pela Força Aérea Componente, pela Força Conjunta de Operações Especiais, pelo Comando Logístico do Teatro de Operações e pela Direção do Exercício (DIREX).
Após as apresentações, houve a visita à DIREx, conhecendo a estrutura, a sistemática de funcionamento dos Pedidos Militares Simulados e a maneira como ocorre a avaliação dos Estados-Maiores do Teatro de Operações e das Forças Componentes envolvidos no exercício.
Por fim, o Embaixador Celso Amorim visitou o Comando da Força Terrestre Componente e o Comando Logístico do Teatro de Operações, verificando suas atividades, os planejamentos correntes e a forma como esses comandos estão trabalhando em operações conjuntas.
Além do Ministro da Defesa, estiveram presentes o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, o Comandante da Força Aérea, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército José Carlos De Nardi, o Comandante Militar do Sul, General de Exército Carlos Bolivar Goellner, oficiais-generais do Almirantado e do Alto-Comando do Exército e da Força Aérea, e autoridades civis.
Inicialmente, a comitiva visitou as instalações do Centro de Coordenação e Controle da Operação, onde trabalham os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea que integram o Estado-Maior Conjunto do Teatro de Operações Laçador, responsável pelo planejamento e coordenação geral de todas atividades realizadas pelas tropas no terreno.
Em seguida, a comitiva assistiu a diversas apresentações, tratando de aspectos gerais da Operação Laçador e das atividades realizadas pelo Comando do Teatro de Operações Laçador, pela Força Naval Componente, pela Força Terrestre Componente, pela Força Aérea Componente, pela Força Conjunta de Operações Especiais, pelo Comando Logístico do Teatro de Operações e pela Direção do Exercício (DIREX).
Após as apresentações, houve a visita à DIREx, conhecendo a estrutura, a sistemática de funcionamento dos Pedidos Militares Simulados e a maneira como ocorre a avaliação dos Estados-Maiores do Teatro de Operações e das Forças Componentes envolvidos no exercício.
Por fim, o Embaixador Celso Amorim visitou o Comando da Força Terrestre Componente e o Comando Logístico do Teatro de Operações, verificando suas atividades, os planejamentos correntes e a forma como esses comandos estão trabalhando em operações conjuntas.
Além do Ministro da Defesa, estiveram presentes o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, o Comandante da Força Aérea, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército José Carlos De Nardi, o Comandante Militar do Sul, General de Exército Carlos Bolivar Goellner, oficiais-generais do Almirantado e do Alto-Comando do Exército e da Força Aérea, e autoridades civis.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Para ministro da defesa, força aeronaval deve ser constantemente renovada
A Força Aeronaval deve passar sempre por processo de renovação de seus equipamentos, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, ao participar de cerimônia comemorativa aos 97 anos da Aviação Naval ocorrida no Complexo Aeronaval, em São Pedro da Aldeia (RJ).

“Fico muito contente em saber que estão praticamente prontas as aeronaves que estavam sendo montadas em Gavião Peixoto (SP). E temos que pensar também no tamanho do Brasil, pensando já, quem sabe, no nosso próximo porta-aviões”, afirmou.
De acordo com a Marinha, 12 aeronaves AF-1/1A, conhecida como Falcão, passam por processo de modernização, sendo que duas estão desde 2010 na Embraer, em Gavião Peixoto (SP), e serão os protótipos. Uma terceira aeronave foi entregue em 2012. As demais têm previsão de chegar à Força Aeronaval em 2013 (cinco caças) e 2014 (quatro aeronaves). Ao término da cerimônia, três jatos sobrevoaram a base fluminense.
Aviação Naval
A comemoração do aniversário da Aviação Naval foi bastante concorrida. Nas primeiras horas do dia, militares promoviam os últimos detalhes para as festividades. Celso Amorim chegou à base no meio da manhã, sendo recebido pelo comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto.
Em seguida, passou em revista as tropas perfiladas no pátio do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia e, depois, deslocou-se até o palanque para assistir a cerimônia. Após a execução do hino nacional, autoridades civis e militares se posicionaram para receberem o diploma do mérito aeronaval.

"É uma grande alegria participar das festividades de aniversário da Força Aeronaval, que deve ser constantemente renovada e revisada”, afirmou Amorim.
O evento foi concluído com desfile cívico-militar e sobrevoo de helicópteros e caças. Além das tropas da base, participaram oficiais e praças da reserva da Aviação Naval e alunos da Escola Almirante Carneiro Ribeiro, sediada no interior da organização militar.
História
Sediada na Região dos Lagos fluminense, a Força Aeronaval coordena as atividades de dez Organizações Militares (OM), sendo seis operativas e quatro de apoio. O setor operativo é composto por cinco esquadrões de helicópteros e o esquadrão de aviões. Já o apoio é integrado pela Base Aérea Naval, Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, Centro de Intendência e Policlínica Geral.
Fonte: Ministério da Defesa
“Fico muito contente em saber que estão praticamente prontas as aeronaves que estavam sendo montadas em Gavião Peixoto (SP). E temos que pensar também no tamanho do Brasil, pensando já, quem sabe, no nosso próximo porta-aviões”, afirmou.
De acordo com a Marinha, 12 aeronaves AF-1/1A, conhecida como Falcão, passam por processo de modernização, sendo que duas estão desde 2010 na Embraer, em Gavião Peixoto (SP), e serão os protótipos. Uma terceira aeronave foi entregue em 2012. As demais têm previsão de chegar à Força Aeronaval em 2013 (cinco caças) e 2014 (quatro aeronaves). Ao término da cerimônia, três jatos sobrevoaram a base fluminense.
Aviação Naval
A comemoração do aniversário da Aviação Naval foi bastante concorrida. Nas primeiras horas do dia, militares promoviam os últimos detalhes para as festividades. Celso Amorim chegou à base no meio da manhã, sendo recebido pelo comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto.
Em seguida, passou em revista as tropas perfiladas no pátio do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia e, depois, deslocou-se até o palanque para assistir a cerimônia. Após a execução do hino nacional, autoridades civis e militares se posicionaram para receberem o diploma do mérito aeronaval.
"É uma grande alegria participar das festividades de aniversário da Força Aeronaval, que deve ser constantemente renovada e revisada”, afirmou Amorim.
O evento foi concluído com desfile cívico-militar e sobrevoo de helicópteros e caças. Além das tropas da base, participaram oficiais e praças da reserva da Aviação Naval e alunos da Escola Almirante Carneiro Ribeiro, sediada no interior da organização militar.
História
Sediada na Região dos Lagos fluminense, a Força Aeronaval coordena as atividades de dez Organizações Militares (OM), sendo seis operativas e quatro de apoio. O setor operativo é composto por cinco esquadrões de helicópteros e o esquadrão de aviões. Já o apoio é integrado pela Base Aérea Naval, Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, Centro de Intendência e Policlínica Geral.
Fonte: Ministério da Defesa
sábado, 7 de setembro de 2013
Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares
O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.
O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).
Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.
A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.
De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.
O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.
Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Centros de controle
Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.
Banda larga e Visiona
O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integradora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.
Fonte: Ministério da Defesa
O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).
Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.
A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.
De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.
O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.
Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Centros de controle
Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.
Banda larga e Visiona
O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integradora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.
Fonte: Ministério da Defesa
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Empresa do Programa Espacial Brasileiro paralisa obras na Base de Alcântara
As denúncias são de fontes ligadas à ACS, que recebeu U$ 420 milhões em julho do governo federal
Cláudia Freitas
Em meio os últimos pronunciamentos do Ministério da Defesa sobre a necessidade de o Brasil possuir seu próprio satélite de comunicação militar, para não ficar vulnerável às espionagens como as denunciadas por Edward Snowden, funcionários da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia para explorar os serviços de lançamentos de satélites em bases comerciais, com o foguete ucraniano Cyclone-4, atestam que as obras do programa estão completamente paralisadas.
Segundo fontes ligadas à Base Espacial de Alcântara, onde o programa é desenvolvido no país, cerca de dois mil contratados pela ACS foram dispensados nos dois últimos meses. O cenário no local é de abandono, como mostram as fotos enviadas ao Jornal do Brasil. A maioria dos equipamentos alugados já foi devolvido e aqueles que permanecem na base estão abandonados ao ar livre e sem qualquer manutenção, segundo as mesmas fontes.
A Alcântara Cyclone Space foi criada em 2003, no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou o Programa Espacial Brasileiro, considerando a ACS seu produto principal. A criação da empresa se deu por meio de um contrato de capital binacional, provindos parte do Brasil e, em maior proporção, da Ucrânia, que detém os direitos de fabricação e tecnologia aplicada no foguete Cyclone 4, que partirá do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
No mesmo período, um incêndio destruiu um grande trecho do CLA, durante o lançamento do foguete VLS. O fato gerou especulações sobre a possível desativação da base e transferência do programa espacial para outro estado, o que não aconteceu, assim como a completa recuperação da infraestrutura do lugar, após 10 anos do acidente. O Centro de Lançamento de Alcântara apresenta uma localização estratégica, próximo da linha do Equador e com a vantagem de ter o Oceano Atlântico a leste e ao norte. O que explica o fato dos foguetes lançados do local caírem no mar, longe de áreas habitadas.
As boas intenções prevaleceram no acordo inicial firmado entre a binacional ACS e o presidente Lula. O diretor-geral brasileiro da binacional, Roberto Amaral, assumiu o compromisso de trazer divisas para o Brasil, transferindo para os cientistas brasileiros a moderna tecnologia que a Ucrânia detinha, principal país no mundo a dominar a tecnologia espacial.
A expectativa era de que os seis primeiros lançamentos comerciais acontecessem do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2011. Para o estado do Maranhão, a ACS anunciou mudanças importantes, que chegariam com a geração de empregos para as obras no CLA e um novo planejamento urbano em Alcântara, para beneficiar os funcionários da empresa e toda a população do lugar. Escolas, hospitais e universidades seriam construídos com as verbas destinadas ao projeto.
De acordo com fontes ligadas à ACS, esse complexo funcionou nos últimos anos. O hospital erguido pela empresa dentro dos limites do CLA contava com tecnologia de ponta. A maioria dos funcionários da binacional eram moradores de Alcântara, muitos deles remanescentes das comunidades quilombolas que habitavam em massa a cidade de Alcântara. E foi na relação com as comunidades quilombolas que se deu um dos maiores imbróglios envolvendo a ACS.
No momento em que a empresa binacional estava discutindo com o Ministério da Defesa o contrato de cessão de área de exploração dentro do CLA, o INCRA apresentou uma determinação judicial garantindo aos remanescentes quilombolas da cidade a posse de quase toda a península onde o CLA se situa.
A ação colocou por água abaixo a intenção do governo de expandir o programa espacial em outras partes de Alcântara. O projeto ficou limitado à área do CLA, ou seja, o sítio da ACS foi estipulado em menos de nove hectares da península. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, há três ações propostas pelo órgão envolvendo esse caso.
O MPF entende que a questão mais grave é o risco da perda de áreas tradicionais de comunidades quilombolas, por isso está movendo as ações, que tem o objetivo de garantir a integridade das comunidades. Pelas informações do MPF, em 2008 a Justiça Federal intimou a Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio de acordo em que a Alcântara Cyclone Space e a AEB reconheceram os direitos dos quilombolas, havendo comprometimento, por parte da Cyclone Space, em realizar as obras somente no interior da área já demarcada ao CLA. A ação foi julgada com resultado favorável no mesmo ano da sua proposta pelo MPF.
A outra ação é de 2003, objetivando garantir que nenhuma comunidade quilombola seja deslocada das áreas que ocupam atualmente e também exige ainda que elas tenham as suas áreas integralmente tituladas pelo INCRA. Esse processo ainda não foi julgado e está tramitando na 8ª Vara Federal de Justiça no Maranhão, enquanto o MPF aguarda pelo julgamento.
Os entraves não foram suficiente para conter novos investimentos destinados à ACS para trazer ao Brasil o Cyclone 4. Enquanto que nos limites do CLA somente o departamento de Recursos Humanos da empresa binacional está funcionando à pleno vapor, para demitir os pouco funcionários remanescentes de uma extensa folha de pagamento, na Câmara Federal o deputado Cláudio Cajado (DEM/BA) comemora a aprovação da proposta que ele sugeriu à Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, resultando no aumento do capital da ACS em US$ 420 milhões, aproximadamente.
A proposta foi aprovada pelo governo brasileiro no dia 29 de maio. Agora, o capital da binacional ACS passará de US$ 498 milhões para US$ 920 milhões.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, afirmou que o aumento de capital aconteceu porque os recursos destinados ao desenvolvimento do foguete Cyclone 4 e a construção da base de lançamento do veículo no CLA foram insuficientes. Segundo ele, os novos investimentos serão divididos em partes iguais entre Brasil e Ucrânia. Raupp estima que com a injeção dos recursos as obras poderão ser retomadas.
As denúncias recebidas pelo Jornal do Brasil também dizem respeito ao motivo da paralisação das obras. Segundo as fontes, ao dispensar os funcionários, os chefes dos departamentos alegavam que “isso [demissões] está acontecendo porque a empresa [ACS] não pagou as empreiteiras”. Segundo o ministro, essa informação não é verdadeira. "As obras não foram paralisadas. Apenas diminuíram de intensidade por causa do regime de chuvas na região. A ACS é devedora às empreiteiras, mas como essas empresas são grandes, as obras não são paralisadas porque se deixou de pagar um mês", explicou Raupp, acrescentando que 40% das obras do sítio do Cyclone 4 estão concluídas.
O ministro anunciou também a construção da Torre de Lançamento, destruída no incêndio de 2003, além de pequenas melhorias e a modernizações dos sistemas de operação da base. O custo com a nova torre de lançamento foi na ordem de R$ 44 milhões. "O programa com a Ucrânia se justifica comercialmente por ter a oportunidade de prestar esse serviço de lançamento e por razões estratégicas e de interesse do Brasil de ter em Alcântara dois sítios de lançamento, um para o VLS e outro para o Cyclone 4", justificou o ministro.
O Ministério da Defesa pegou uma carona nas denúncias de Edward Snowden para reafirmar um dos seus discursos mais contundentes: que o Brasil precisa do próprio satélite de comunicação militar. O referido veículo mencionado pela Defesa é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cuja construção está avaliada em quase R$ 1 bilhão.
A licitação está em nome da empresa Visiona Tecnologia Espacial SA, parceria entre a Telebrás e a Embraer e a conclusão do processo licitatório está previsto para o final de julho e o contrato deve ser assinado em agosto. A operação deve começar só em abril de 2016, quando completa 32 meses da assinatura do contrato, em acordo com as regras licitatórias. A construção do satélite geoestacionário foi solicitada pelo ministério da Defesa em anos anteriores. Em 2009, a previsão de conclusão do projeto era para 2014, ao custo de R$ 700 milhões.
Atualmente, o Brasil aluga a Banda X do satélite para a Embraer, que tem como controlador a mexicana Telmex, por R$ 14 milhões anual. O país depende de oito empresas estrangeiras particulares para estabelecer seus canais de comunicação via satélite dentro do próprio território, gerando um custo anual de R$ 100 milhões. Na rede mundial, o sistema funciona com os servidores-raiz da internet passando todo o seu fluxo de informações pelo controle do Departamento de Comércio dos EUA. O mesmo acontece com as redes de fibra óticas responsáveis por conectar os países. Concluindo, todas as informações passam obrigatoriamente pelo território americano.
As pesquisas feitas recentemente pela ACS são otimistas mediante os entraves ocorridos envolvendo a tecnologia espacial no Brasil. A estimativa para lançamento de satélites até 2020 chega a 1.145, sendo 244 deles de natureza comercial. A binacional pretende lançar de três a quatro satélites por ano. Porém, a operação comercial de lançamentos de satélites no CLA vai depender do relaxamento de um acordo com os Estados Unidos, considerando que 80% dos satélites lançados pelos países e com essa finalidade são de origem americana. "O Ministério das Relações Exteriores está retomando negociações com os EUA em relação à definição de um novo acordo de salvaguardas tecnológicas. O acordo do passado está sendo rediscutido em outras condições", garantiu o ministro Marco Antônio Raupp, se referindo ao acordo de salvaguardas tecnológicas barrado pelo Congresso em 2002.
Para o ministro Raupp, o novo acordo com o governo americano vai viabilizar os negócios da binacional ACS, oferecendo maiores oportunidades no mercado mundial, levando em conta que os clientes americanos detêm uma parcela significativa desse ramo. "Se fizermos acordo com os EUA, não será difícil depois fazer o mesmo com o Japão e a Europa", disse Raupp, acrescentando que o Brasil tem acordos de salvaguarda tecnológica com a Ucrânia e a Rússia. No caso da Ucrânia, os especialistas brasileiros não veem vantagens no negócio para o Brasil, pelo fato do acordo assinado entre os países não permite que o país tenha acesso às tecnologias espaciais associadas ao Cyclone 4. A proibição existe pela proporcionalidade de participação financeira brasileira no programa.
Com tantos acordos ainda indefinidos, a população de Alcântara ainda viverá por um tempo, também não definido, com o cenário que hoje domina a cidade, marcado por ruínas de grandes obras inacabadas, em contraste com os prédios históricos. A atmosfera mística preservada pelas comunidades quilombolas, por enquanto, é o que existe de real no sentimento do povo da cidade, que fica a uma hora de São Luis, a capital do Maranhão.
Fonte: Jornal do Brasil Via Notimp
Cláudia Freitas
Em meio os últimos pronunciamentos do Ministério da Defesa sobre a necessidade de o Brasil possuir seu próprio satélite de comunicação militar, para não ficar vulnerável às espionagens como as denunciadas por Edward Snowden, funcionários da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia para explorar os serviços de lançamentos de satélites em bases comerciais, com o foguete ucraniano Cyclone-4, atestam que as obras do programa estão completamente paralisadas.
Segundo fontes ligadas à Base Espacial de Alcântara, onde o programa é desenvolvido no país, cerca de dois mil contratados pela ACS foram dispensados nos dois últimos meses. O cenário no local é de abandono, como mostram as fotos enviadas ao Jornal do Brasil. A maioria dos equipamentos alugados já foi devolvido e aqueles que permanecem na base estão abandonados ao ar livre e sem qualquer manutenção, segundo as mesmas fontes.
A Alcântara Cyclone Space foi criada em 2003, no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou o Programa Espacial Brasileiro, considerando a ACS seu produto principal. A criação da empresa se deu por meio de um contrato de capital binacional, provindos parte do Brasil e, em maior proporção, da Ucrânia, que detém os direitos de fabricação e tecnologia aplicada no foguete Cyclone 4, que partirá do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
No mesmo período, um incêndio destruiu um grande trecho do CLA, durante o lançamento do foguete VLS. O fato gerou especulações sobre a possível desativação da base e transferência do programa espacial para outro estado, o que não aconteceu, assim como a completa recuperação da infraestrutura do lugar, após 10 anos do acidente. O Centro de Lançamento de Alcântara apresenta uma localização estratégica, próximo da linha do Equador e com a vantagem de ter o Oceano Atlântico a leste e ao norte. O que explica o fato dos foguetes lançados do local caírem no mar, longe de áreas habitadas.
As boas intenções prevaleceram no acordo inicial firmado entre a binacional ACS e o presidente Lula. O diretor-geral brasileiro da binacional, Roberto Amaral, assumiu o compromisso de trazer divisas para o Brasil, transferindo para os cientistas brasileiros a moderna tecnologia que a Ucrânia detinha, principal país no mundo a dominar a tecnologia espacial.
A expectativa era de que os seis primeiros lançamentos comerciais acontecessem do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2011. Para o estado do Maranhão, a ACS anunciou mudanças importantes, que chegariam com a geração de empregos para as obras no CLA e um novo planejamento urbano em Alcântara, para beneficiar os funcionários da empresa e toda a população do lugar. Escolas, hospitais e universidades seriam construídos com as verbas destinadas ao projeto.
De acordo com fontes ligadas à ACS, esse complexo funcionou nos últimos anos. O hospital erguido pela empresa dentro dos limites do CLA contava com tecnologia de ponta. A maioria dos funcionários da binacional eram moradores de Alcântara, muitos deles remanescentes das comunidades quilombolas que habitavam em massa a cidade de Alcântara. E foi na relação com as comunidades quilombolas que se deu um dos maiores imbróglios envolvendo a ACS.
No momento em que a empresa binacional estava discutindo com o Ministério da Defesa o contrato de cessão de área de exploração dentro do CLA, o INCRA apresentou uma determinação judicial garantindo aos remanescentes quilombolas da cidade a posse de quase toda a península onde o CLA se situa.
A ação colocou por água abaixo a intenção do governo de expandir o programa espacial em outras partes de Alcântara. O projeto ficou limitado à área do CLA, ou seja, o sítio da ACS foi estipulado em menos de nove hectares da península. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, há três ações propostas pelo órgão envolvendo esse caso.
O MPF entende que a questão mais grave é o risco da perda de áreas tradicionais de comunidades quilombolas, por isso está movendo as ações, que tem o objetivo de garantir a integridade das comunidades. Pelas informações do MPF, em 2008 a Justiça Federal intimou a Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio de acordo em que a Alcântara Cyclone Space e a AEB reconheceram os direitos dos quilombolas, havendo comprometimento, por parte da Cyclone Space, em realizar as obras somente no interior da área já demarcada ao CLA. A ação foi julgada com resultado favorável no mesmo ano da sua proposta pelo MPF.
A outra ação é de 2003, objetivando garantir que nenhuma comunidade quilombola seja deslocada das áreas que ocupam atualmente e também exige ainda que elas tenham as suas áreas integralmente tituladas pelo INCRA. Esse processo ainda não foi julgado e está tramitando na 8ª Vara Federal de Justiça no Maranhão, enquanto o MPF aguarda pelo julgamento.
Os entraves não foram suficiente para conter novos investimentos destinados à ACS para trazer ao Brasil o Cyclone 4. Enquanto que nos limites do CLA somente o departamento de Recursos Humanos da empresa binacional está funcionando à pleno vapor, para demitir os pouco funcionários remanescentes de uma extensa folha de pagamento, na Câmara Federal o deputado Cláudio Cajado (DEM/BA) comemora a aprovação da proposta que ele sugeriu à Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, resultando no aumento do capital da ACS em US$ 420 milhões, aproximadamente.
A proposta foi aprovada pelo governo brasileiro no dia 29 de maio. Agora, o capital da binacional ACS passará de US$ 498 milhões para US$ 920 milhões.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, afirmou que o aumento de capital aconteceu porque os recursos destinados ao desenvolvimento do foguete Cyclone 4 e a construção da base de lançamento do veículo no CLA foram insuficientes. Segundo ele, os novos investimentos serão divididos em partes iguais entre Brasil e Ucrânia. Raupp estima que com a injeção dos recursos as obras poderão ser retomadas.
As denúncias recebidas pelo Jornal do Brasil também dizem respeito ao motivo da paralisação das obras. Segundo as fontes, ao dispensar os funcionários, os chefes dos departamentos alegavam que “isso [demissões] está acontecendo porque a empresa [ACS] não pagou as empreiteiras”. Segundo o ministro, essa informação não é verdadeira. "As obras não foram paralisadas. Apenas diminuíram de intensidade por causa do regime de chuvas na região. A ACS é devedora às empreiteiras, mas como essas empresas são grandes, as obras não são paralisadas porque se deixou de pagar um mês", explicou Raupp, acrescentando que 40% das obras do sítio do Cyclone 4 estão concluídas.
O ministro anunciou também a construção da Torre de Lançamento, destruída no incêndio de 2003, além de pequenas melhorias e a modernizações dos sistemas de operação da base. O custo com a nova torre de lançamento foi na ordem de R$ 44 milhões. "O programa com a Ucrânia se justifica comercialmente por ter a oportunidade de prestar esse serviço de lançamento e por razões estratégicas e de interesse do Brasil de ter em Alcântara dois sítios de lançamento, um para o VLS e outro para o Cyclone 4", justificou o ministro.
O Ministério da Defesa pegou uma carona nas denúncias de Edward Snowden para reafirmar um dos seus discursos mais contundentes: que o Brasil precisa do próprio satélite de comunicação militar. O referido veículo mencionado pela Defesa é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cuja construção está avaliada em quase R$ 1 bilhão.
A licitação está em nome da empresa Visiona Tecnologia Espacial SA, parceria entre a Telebrás e a Embraer e a conclusão do processo licitatório está previsto para o final de julho e o contrato deve ser assinado em agosto. A operação deve começar só em abril de 2016, quando completa 32 meses da assinatura do contrato, em acordo com as regras licitatórias. A construção do satélite geoestacionário foi solicitada pelo ministério da Defesa em anos anteriores. Em 2009, a previsão de conclusão do projeto era para 2014, ao custo de R$ 700 milhões.
Atualmente, o Brasil aluga a Banda X do satélite para a Embraer, que tem como controlador a mexicana Telmex, por R$ 14 milhões anual. O país depende de oito empresas estrangeiras particulares para estabelecer seus canais de comunicação via satélite dentro do próprio território, gerando um custo anual de R$ 100 milhões. Na rede mundial, o sistema funciona com os servidores-raiz da internet passando todo o seu fluxo de informações pelo controle do Departamento de Comércio dos EUA. O mesmo acontece com as redes de fibra óticas responsáveis por conectar os países. Concluindo, todas as informações passam obrigatoriamente pelo território americano.
As pesquisas feitas recentemente pela ACS são otimistas mediante os entraves ocorridos envolvendo a tecnologia espacial no Brasil. A estimativa para lançamento de satélites até 2020 chega a 1.145, sendo 244 deles de natureza comercial. A binacional pretende lançar de três a quatro satélites por ano. Porém, a operação comercial de lançamentos de satélites no CLA vai depender do relaxamento de um acordo com os Estados Unidos, considerando que 80% dos satélites lançados pelos países e com essa finalidade são de origem americana. "O Ministério das Relações Exteriores está retomando negociações com os EUA em relação à definição de um novo acordo de salvaguardas tecnológicas. O acordo do passado está sendo rediscutido em outras condições", garantiu o ministro Marco Antônio Raupp, se referindo ao acordo de salvaguardas tecnológicas barrado pelo Congresso em 2002.
Para o ministro Raupp, o novo acordo com o governo americano vai viabilizar os negócios da binacional ACS, oferecendo maiores oportunidades no mercado mundial, levando em conta que os clientes americanos detêm uma parcela significativa desse ramo. "Se fizermos acordo com os EUA, não será difícil depois fazer o mesmo com o Japão e a Europa", disse Raupp, acrescentando que o Brasil tem acordos de salvaguarda tecnológica com a Ucrânia e a Rússia. No caso da Ucrânia, os especialistas brasileiros não veem vantagens no negócio para o Brasil, pelo fato do acordo assinado entre os países não permite que o país tenha acesso às tecnologias espaciais associadas ao Cyclone 4. A proibição existe pela proporcionalidade de participação financeira brasileira no programa.
Com tantos acordos ainda indefinidos, a população de Alcântara ainda viverá por um tempo, também não definido, com o cenário que hoje domina a cidade, marcado por ruínas de grandes obras inacabadas, em contraste com os prédios históricos. A atmosfera mística preservada pelas comunidades quilombolas, por enquanto, é o que existe de real no sentimento do povo da cidade, que fica a uma hora de São Luis, a capital do Maranhão.
Fonte: Jornal do Brasil Via Notimp
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Espionagem destaca urgência de o Brasil ter seu satélite, diz Defesa
Autoridades temem que dados sigilosos tenham sido espionados após denúncia de que os Estados Unidos monitoraram telefonemas e e-mails
As Forças Armadas reafirmaram a necessidade de o Brasil dispor de seu próprio satélite de comunicação militar depois das denúncias de que o governo americano violou de telefonemas e transmissão de dados de empresas e cidadãos brasileiros. Atualmente, o País depende de empresas estrangeiras para estabelecer canais de comunicação via satélite dentro do próprio território e, para dar conta da demanda, aluga os equipamentos ao custo anual de mais de R$ 100 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Após 30 anos de desenvolvimento, Brasil quer lançar satélite em 2015
O Ministério da Defesa tratou da necessidade de acelerar esse investimento em reuniões oficiais nos últimos dias. O governo espera que o episódio seja decisivo para evitar novos atrasos na licitação para a construção do satélite, que está em andamento e - em uma nova estimativa otimista - deve ficar pronto e entrar em operação em abril de 2016. Em 2009, quando foi mais uma vez prometida a construção do satélite geoestacionário brasileiro, a previsão era que sua entrada em operação ocorreria em 2014, ao custo de R$ 700 milhões (na época). Agora, a expectativa de gastos já ultrapassa o R$ 1 bilhão.
Fonte: Terra via Notimp
As Forças Armadas reafirmaram a necessidade de o Brasil dispor de seu próprio satélite de comunicação militar depois das denúncias de que o governo americano violou de telefonemas e transmissão de dados de empresas e cidadãos brasileiros. Atualmente, o País depende de empresas estrangeiras para estabelecer canais de comunicação via satélite dentro do próprio território e, para dar conta da demanda, aluga os equipamentos ao custo anual de mais de R$ 100 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Após 30 anos de desenvolvimento, Brasil quer lançar satélite em 2015
O Ministério da Defesa tratou da necessidade de acelerar esse investimento em reuniões oficiais nos últimos dias. O governo espera que o episódio seja decisivo para evitar novos atrasos na licitação para a construção do satélite, que está em andamento e - em uma nova estimativa otimista - deve ficar pronto e entrar em operação em abril de 2016. Em 2009, quando foi mais uma vez prometida a construção do satélite geoestacionário brasileiro, a previsão era que sua entrada em operação ocorreria em 2014, ao custo de R$ 700 milhões (na época). Agora, a expectativa de gastos já ultrapassa o R$ 1 bilhão.
Fonte: Terra via Notimp
sábado, 1 de junho de 2013
Ministério da Defesa do Brasil
o Ministério da Defesa foi criado oficialmente em 10 de junho de 1999...

História
Até 1999, as três Forças Armadas mantinham-se em ministérios independentes. A discussão sobre a criação de um Ministério da Defesa vem desde meados do século XX. A Constituição de 1946 já citava a criação de um Ministério único para as Forças Armadas, mas o processo de integração das forças de então resultou apenas na instituição do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), à época chamado de Estado-Maior Geral. Em 1967, o presidente militar Castelo Branco assinou o Decreto-Lei 200, que previa a promoção de estudos para elaborar o projeto de lei de criação do Ministério das Forças Armadas. No entanto, a proposta não vingou, em grande medida devido à resistências de setores contrários a este tipo de centralização.
Durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1988 também houve discussões sobre a fusão dos ministérios relacionados à defesa, mas este debate também não prosperou. Eleito Presidente em 1995, Fernando Henrique Cardoso carregava em seu programa de governo a criação do Ministério da Defesa.
A ideia era otimizar o sistema de defesa nacional, formalizar uma política de defesa sustentável e integrar as três Forças, racionalizando as suas diversas atividades. Um Grupo de Trabalho Interministerial definiu as diretrizes para implantação do Ministério. Em 1 de janeiro de 1999, já no seu segundo mandato, FHC nomeou o senador Elcio Álvares ministro Extraordinário da Defesa.
O senador foi o responsável pela efetiva implantação do órgão e pela análise de casos de países que já haviam realizado este tipo de modernização centralizadora do comando das Forças Armadas, como os EUA e a maior parte dos países da Europa.
Finalmente em 10 de junho de 1999, o Ministério da Defesa foi criado oficialmente através da Lei Complementar n° 97 de 1999, substituindo os antigos Ministério da Marinha, Ministério do Exército e Ministério da Aeronáutica, que foram transformados em Comandos do Ministério da Defesa. O Estado-Maior das Forças Armadas foi extinto na mesma data.
A centralização administrativa das Forças Armadas em um único Ministério permite a realização de compras unificadas de equipamentos de uso comum para as forças singulares, o que pode ampliar a integração, a sinergia e a interoperabilidade (de equipamentos e de procedimentos) entre as forças singulares. Em 2010, durante o governo do Presidente Lula, foi criado o cargo de Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) como mais uma inovação na estrutura da hierarquia do Ministério da Defesa, sendo o cargo ocupado por um comandante indicado pelo Ministro da Defesa e nomeado pelo Presidente da República7 .
Conforme a redação da Lei, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, passa a ser um órgão de assessoramento permanente do Ministro de Estado da Defesa, tendo como chefe um oficial-general do último posto, da ativa ou da reserva, indicado pelo Ministro de Estado da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, dispondo de um comitê integrado pelos chefes de Estados-Maiores das 3 (três) Forças, sob a coordenação do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
O General De Exército José Carlos De Nardi tomou posse como o Primeiro Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em 06 de setembro de 2010. A mesma Lei (LC nº 136/2010)8 determina que o Ministro da Defesa fica responsável pela elaboração do Livro Branco da Defesa Nacional, a ser elaborado a cada 4 anos a partir de 2012, com base na Estratégia Nacional de Defesa e nas discussões e debates entre os integrantes das Forças Armadas e diferentes setores da sociedade brasileira, o meio acadêmico, cientistas e políticos.
Missão
O Ministério da Defesa (MD) é o órgão do Governo Federal incumbido de exercer a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica. Uma de suas principais tarefas é o estabelecimento de políticas ligadas à Defesa e à Segurança do País, caso da Política de Defesa Nacional (PDN), atualizada em julho de 2005.
Criado pela lei complementar n° 97, o Ministério da Defesa é o principal articulador de ações que envolvam mais de uma Força Singular. O Ministério tem sob sua responsabilidade uma vasta e diversificada gama de assuntos, alguns dos quais de grande sensibilidade e complexidade, como, por exemplo, as operações militares; o orçamento de defesa; política e estratégia militares; e o serviço militar.
O Ministério da Defesa brasileiro também é responsável pela aviação civil, o que é uma política que gerou controvérsias em várias ocasiões, como, por exemplo, quando foi considerado uma punição em massa por insubordinação durante uma greve de controladores aéreos.
Orgão vinculados e subordinados Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Representação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa (RBJID) Hospital das Forças Armadas (HFA) Escola Superior de Guerra (ESG) Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), autarquia especial vinculada, mas administrativamente independente

História
Até 1999, as três Forças Armadas mantinham-se em ministérios independentes. A discussão sobre a criação de um Ministério da Defesa vem desde meados do século XX. A Constituição de 1946 já citava a criação de um Ministério único para as Forças Armadas, mas o processo de integração das forças de então resultou apenas na instituição do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), à época chamado de Estado-Maior Geral. Em 1967, o presidente militar Castelo Branco assinou o Decreto-Lei 200, que previa a promoção de estudos para elaborar o projeto de lei de criação do Ministério das Forças Armadas. No entanto, a proposta não vingou, em grande medida devido à resistências de setores contrários a este tipo de centralização.
Durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1988 também houve discussões sobre a fusão dos ministérios relacionados à defesa, mas este debate também não prosperou. Eleito Presidente em 1995, Fernando Henrique Cardoso carregava em seu programa de governo a criação do Ministério da Defesa.
A ideia era otimizar o sistema de defesa nacional, formalizar uma política de defesa sustentável e integrar as três Forças, racionalizando as suas diversas atividades. Um Grupo de Trabalho Interministerial definiu as diretrizes para implantação do Ministério. Em 1 de janeiro de 1999, já no seu segundo mandato, FHC nomeou o senador Elcio Álvares ministro Extraordinário da Defesa.
O senador foi o responsável pela efetiva implantação do órgão e pela análise de casos de países que já haviam realizado este tipo de modernização centralizadora do comando das Forças Armadas, como os EUA e a maior parte dos países da Europa.
Finalmente em 10 de junho de 1999, o Ministério da Defesa foi criado oficialmente através da Lei Complementar n° 97 de 1999, substituindo os antigos Ministério da Marinha, Ministério do Exército e Ministério da Aeronáutica, que foram transformados em Comandos do Ministério da Defesa. O Estado-Maior das Forças Armadas foi extinto na mesma data.
A centralização administrativa das Forças Armadas em um único Ministério permite a realização de compras unificadas de equipamentos de uso comum para as forças singulares, o que pode ampliar a integração, a sinergia e a interoperabilidade (de equipamentos e de procedimentos) entre as forças singulares. Em 2010, durante o governo do Presidente Lula, foi criado o cargo de Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) como mais uma inovação na estrutura da hierarquia do Ministério da Defesa, sendo o cargo ocupado por um comandante indicado pelo Ministro da Defesa e nomeado pelo Presidente da República7 .
Conforme a redação da Lei, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, passa a ser um órgão de assessoramento permanente do Ministro de Estado da Defesa, tendo como chefe um oficial-general do último posto, da ativa ou da reserva, indicado pelo Ministro de Estado da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, dispondo de um comitê integrado pelos chefes de Estados-Maiores das 3 (três) Forças, sob a coordenação do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
O General De Exército José Carlos De Nardi tomou posse como o Primeiro Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em 06 de setembro de 2010. A mesma Lei (LC nº 136/2010)8 determina que o Ministro da Defesa fica responsável pela elaboração do Livro Branco da Defesa Nacional, a ser elaborado a cada 4 anos a partir de 2012, com base na Estratégia Nacional de Defesa e nas discussões e debates entre os integrantes das Forças Armadas e diferentes setores da sociedade brasileira, o meio acadêmico, cientistas e políticos.
Missão
O Ministério da Defesa (MD) é o órgão do Governo Federal incumbido de exercer a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica. Uma de suas principais tarefas é o estabelecimento de políticas ligadas à Defesa e à Segurança do País, caso da Política de Defesa Nacional (PDN), atualizada em julho de 2005.
Criado pela lei complementar n° 97, o Ministério da Defesa é o principal articulador de ações que envolvam mais de uma Força Singular. O Ministério tem sob sua responsabilidade uma vasta e diversificada gama de assuntos, alguns dos quais de grande sensibilidade e complexidade, como, por exemplo, as operações militares; o orçamento de defesa; política e estratégia militares; e o serviço militar.
O Ministério da Defesa brasileiro também é responsável pela aviação civil, o que é uma política que gerou controvérsias em várias ocasiões, como, por exemplo, quando foi considerado uma punição em massa por insubordinação durante uma greve de controladores aéreos.
Orgão vinculados e subordinados Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Representação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa (RBJID) Hospital das Forças Armadas (HFA) Escola Superior de Guerra (ESG) Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), autarquia especial vinculada, mas administrativamente independente
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