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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brigada de Infantaria Mecanizada testa equipamentos de vigilância




A convite do Comando da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, duas empresas de segurança realizaram demonstração de equipamentos de vigilância durante a Operação Laçador, visando o melhor aproveitamento da tropa em operações de Defesa de Estruturas Estratégicas Terrestres.



Uma empresa apresentou sua Unidade Portátil de Segurança (UPS), que é um reboque equipado com câmeras e sensores que podem atingir até 12 metros de altura e registrar imagens durante o dia e à noite.



O alcance do zoom da câmera é de 1 km e todos os dados captados, inclusive de áudio, são transmitidos por rádio frequência a uma Central de Gerenciamento Operacional. Também apresentou um DRONE com capacidade de enviar imagens em alta definição para a UPS ou para uma tela com receptor de Rádio Frequência, que fica em solo, próxima ao piloto.



Também foi demonstrada a capacidade de alcance e definição de imagem das câmeras da segunda empresa, proporcionando visão termal ou com luminosidade reduzida, mesmo a longas distâncias.




Os equipamentos de monitoramento são essenciais para otimizar a utilização da tropa e reduzir o risco em missões de patrulhamento e vigilância, de forma que um militar capacitado substituiu quase um pelotão na varredura do terreno ao redor da Estrutura Estratégica Terrestre, possibilitando o emprego da tropa, em melhores condições, na reação a possíveis eventos que venham a acontecer.

Fonte: Portal MD

sábado, 26 de outubro de 2013

CRESCE A TECNOLOGIA PARA VOOS NÃO TRIPULADOS

Um projeto ambicioso, desenvolvido para fins militares, pode levar o Brasil a se tornar um importante polo de pesquisa, desenvolvimento e produção de novas tecnologias relacionadas aos veículos aéreos não tripulados, os vants – também conhecidos como drones. Idealizado para uso das Forças Armadas, o Falcão, como foi batizado, será o maior vant militar nacional.

Se o projeto avançar, a aeronave terá onze metros de envergadura, de uma ponta a outra da asa, e autonomia mínima de 16 horas. Ele poderá atuar em operações de vigilância marítima e de fronteiras, missões de busca e salvamento, no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e na segurança e monitoramento de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ano em que a aeronave deve ser concluída. Até agora, cerca de R$ 85 milhões já foram investidos por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de institutos de pesquisa e da própria indústria.

O Falcão começou a ser desenvolvido pela Avibras no final da década passada. A empresa brasileira com sede em São José dos Campos, interior paulista, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, contou com os sistemas de navegação e controle de outra empresa da mesma cidade, formada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Flight Technologies.

Desde fevereiro último, o Falcão integra a linha de produtos da Harpia Sistemas, empresa criada a partir da associação entre a Embraer Defesa & Segurança, braço militar da Embraer, e a AEL Sistemas, com sede em Porto Alegre (RS), subsidiária da Elbit Systems, uma das maiores fabricantes de produtos de defesa de Israel – a mesma a fornecer os primeiros drones para uso da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2010. Em janeiro passado, a Avibras também se tornou acionista da Harpia.

“Desde então conduzimos estudos de configurações para atender aos requisitos operacionais das Forças Armadas para um sistema de vant capaz de cumprir missões de inteligência, vigilância e reconhecimento”, diz Rodrigo Fanton, presidente da Harpia. O primeiro protótipo do Falcão é usado como ponto de partida para a adequação aos requisitos apresentados pelo Ministério da Defesa, que incluem um conjunto de sensores, sistema de comunicação de dados e uma estação de controle em solo.

A aeronave terá cerca de 800 quilos (kg), podendo transportar mais combustível e equipamentos do que outros drones da mesma categoria a uma altura de cinco mil metros. No interior, no lugar do piloto, poderão ser instalados sensores, câmeras e radares, entre outros itens. Boa parte da estrutura do Falcão foi desenvolvida com tecnologia nacional, como os sistemas de eletrônica de bordo, controle e navegação. “Ele terá dimensões equivalentes ao Super Tucano, aeronave turboélice da Embraer para ataque tático”, comenta Flavio Araripe d’Oliveira, coordenador do projeto vant no DCTA. “Vants de médio e grande porte, como o Falcão, são controlados do solo por técnicos em contêineres equipados com computadores e sistemas de comunicação”, diz.

O Falcão utiliza outro vant nacional como plataforma de testes para o sistema de navegação e controle: o Acauã, um drone de 150 kg e cinco metros de envergadura concluído em 2010. Ele foi desenvolvido pelo DCTA, centros de pesquisa do Exército (CTEx) e da Marinha (IPqM) e pela Avibras. Foram feitos dezenas de voos experimentais na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo.

Hoje, o Acauã é usado pelo DCTA, Exército e Marinha, e pelas empresas Flight Technologies e Bossan Computação Científica (BCC), do Rio de Janeiro, num novo projeto, agora voltado à concepção de uma tecnologia de pouso e decolagem automáticos, que já apresentou bons resultados nos primeiros experimentos em pista realizados em agosto. O projeto tem financiamento de R$ 4 milhões da Finep. “Desenvolvemos um sistema com sensores de aproximação com DGPS, que garante um posicionamento muito preciso por satélite, e radar altímetro capaz de medir a altura da aeronave em relação ao solo. Até agora, pouso e decolagem eram realizados apenas sob o comando de um operador”, explica D’Oliveira.

Também no DCTA pesquisadores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com professores do ITA e engenheiros da empresa TGM Turbinas, com sede em Sertãozinho (SP), trabalham em outro projeto que pode impulsionar o setor brasileiro de drones. Trata-se de um motor turbojato movido a querosene de aviação que pode ser usado em vants com peso máximo de 1,2 tonelada.

A Turbina Aeronáutica de Pequena Potência (TAPP) é a primeira a ser produzida no Brasil com características de durabilidade e potência de cinco mil newtons (N), força capaz de impulsionar uma aeronave de até 1,5 tonelada. “Planejamos um grupo de turbinas que possam ter aplicações em vants, mísseis e uma linha para geração de energia”, diz Alexandre Roma, da TGM, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto. Ele conta que o equipamento não será usado no Falcão, mas instalado inicialmente em alvos aéreos para treinamento de pilotos em aviões de combate.

Produção em série

Em julho, a turbina foi testada pela primeira vez no banco de provas do IAE. Segundo o engenheiro mecânico José Francisco Monteiro, coordenador do projeto, todos os componentes da TAPP foram fabricados no Brasil, exceto o rolamento para a sustentação de seu eixo. Um dos objetivos é qualificar a mão de obra nacional para sua produção em série. “Como essa turbina pode ser instalada em mísseis de longo alcance, sua comercialização tem sido dificultada, devido aos tratados de não proliferação de armas nucleares. A alternativa é fabricar a turbina no Brasil”, avalia Monteiro.

Outros testes estão programados até o fim deste ano tentando fazê-la atingir a rotação máxima de 28 mil rotações por minuto. O projeto tem financiamento de R$ 30 milhões da Finep. A agência já firmou 23 contratos e convênios, num total de R$ 69 milhões, voltados ao trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de vants no país, conta William Respondovesk, chefe do Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança da Finep.

As vantagens inerentes ao uso dos drones em operações militares – sobretudo pelos Estados Unidos, após os atentados de 11 de setembro de 2001 – têm atraído cada vez mais a atenção de vários países. Entre 2005 e 2012, por exemplo, o número de nações que adquiriram essa tecnologia subiu de 41 para 76. Nesse mesmo período, o número de programas de pesquisa voltados para essa área nesses países saltou de 195 para 900, impulsionando um mercado em contínua evolução. Os norte-americanos ainda controlam boa parte desse mercado. Juntas, as empresas North Grumman e General Atomics Aeronautical Systems detêm 63% de toda a produção mundial de drones, de acordo com o Government Accountability Office dos Estados Unidos.

Também os gastos anuais em pesquisa, desenvolvimento e comércio dessas aeronaves devem dobrar na próxima década, chegando aos US$ 12 bilhões – totalizando US$ 90 bilhões nos próximos dez anos –, como mostra o relatório World unmanned aerial vehicles systems, market profite and forecast 2013, divulgado em junho pela consultoria norte-americana Teal Group, especializada nas áreas aeroespacial e de defesa.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve seguir líder nesse setor. Israel vem logo em seguida. O país foi responsável por 41% dos drones exportados entre 2001 e 2011, segundo a Stockholm International Peace Research Institute, organização voltada à pesquisas em questões sobre conflitos e segurança internacionais.

Obtenção de dados

Avanços recentes em áreas de tecnologia computacional, além do desenvolvimento de materiais mais leves e de avançados sistemas globais de navegação, também têm atraído a atenção de pesquisadores, que usam drones para a obtenção de dados em áreas de difícil acesso.

Em 13 de junho a revista Nature publicou um artigo mostrando como esse tipo de tecnologia pode ser útil para o mundo acadêmico. Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, por exemplo, têm usado vants para medir jatos de ventos que sopram no continente antártico. Isso poderá ajudá-los a entender a dinâmica que deu origem à formação das geleiras marinhas ao redor da Antártida. Também os biólogos aderiram aos vants em seus trabalhos de campo. Já na Índia, a World Wildlife Fund (WWF) tem usado os drones para detectar a presença de caçadores.

Esse crescimento para além do âmbito militar tem se refletido no Brasil. Nos últimos anos, pelo menos cinco empresas passaram a investir em pesquisa e desenvolvimento de novas aeronaves. A AGX é uma delas. Com sede em São Carlos, interior paulista, a empresa desde 2009 trabalha com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), com sede na Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, na concepção de soluções voltadas para o uso de vants na agricultura, meio ambiente e mineração.

“Esse é o setor mais dinâmico, e o de maior crescimento, da indústria aeroespacial e de defesa em todo o mundo”, diz Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX, empresa que teve o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp.

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tratamento magnético no Navio-Patrulha “Guaratuba”

A Base Naval de Aratu realiza tratamento magnético no Navio-Patrulha “Guaratuba...”


O Complexo de Magnetologia da Base Naval de Aratu, localizado na Baía de Todos os Santos (BA), realizou, entre os dias 13 e 15 de agosto, a medição e o tratamento magnéticos do Navio-Patrulha “Guaratuba” (P-50), do Grupamento de Patrulha Naval do Leste, subordinado ao Comando do 2º Distrito Naval, sediado em Salvador (BA).
O procedimento é realizado com a passagem de intensas correntes elétricas em duas bobinas instaladas em torno do navio. O objetivo do tratamento é reduzir a assinatura magnética da embarcação, tornando mais difícil a sua detecção por equipamentos magneto-sensíveis, operados por aeronaves, ou por minas de influência magnética.
O Complexo de Magnetologia da Base Naval de Aratu é o único na América do Sul capaz de executar serviços de controle magnético de navios, desmagnetização de turbinas, máquinas elétricas e outros equipamentos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

FAB inicia estudo para reestruturar operação de transporte de cargas


Militares da Quinta Força Aérea (V FAE), do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) e do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) reuniram-se, nesta segunda-feira (26/08), para discutir as atividades de movimentação e unitização de carga. O encontro foi promovido pelo Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA), no Rio de Janeiro, com o intuito de colher informações dos operadores da aeronave C-130 (Hércules) para reestruturar a operação dos elos do transporte aéreo da FAB.
“Além de aprimorar os processos e definir novos conceitos, o objetivo desta reestruturação é uma maior interoperabilidade entre os elos do sistema, a redução do tempo de solo da aeronave e o controle dos equipamentos de apoio”, explicou o Major Intendente Lauri da Silva, chefe da Subdivisão de Suporte ao SISCAN do CTLA.
Um dos principais fatores acordados foi a padronização de todos os Postos do Correio Aéreo Nacional (PCAN) e das unidades usuárias permanentes, como Parques e Depósito Central de Intendência, na utilização de uma quantidade mínima de pallets e fitas de amarração na paletização de uma aeronave C-130. Assim, todos os Hércules se deslocarão sempre com o um kit mínimo de pallets e fitas de amarração, quantidade suficiente para fazer a permuta nas ocasiões dos carregamentos. A coleta e entrega dos módulos fica sobre responsabilidade das tripulações, que o farão sempre no PCAN sede.
Para o Coronel Intendente Carlos Adriano Pinheiro Barreira, diretor do CTLA, este trabalho com as unidades aéreas é o primeiro pilar na construção de um sistema logístico aprimorado, atendendo aos anseios do Comando-Geral de Apoio (COMGAP). “Quanto mais veloz e flexível for o transporte aéreo da FAB, melhores serão os resultados nas operações militares e de ajuda humanitária”, garantiu o Coronel Adriano.


Fonte: CTLA

terça-feira, 10 de setembro de 2013

FAB e INPE inauguram laboratório de sistemas inerciais

Vista Interna do Laboratório  IAEO Brasil deu mais um passo para o desenvolvimento de sistemas de navegação inercial, equipamentos de extrema precisão necessários para calcular trajetórias com variações mínimas. 
No dia 26 de julho, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) da FAB e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inauguraram o Laboratório de Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (LABSIA). O evento contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. 

De acordo com o Diretor do IAE, Brigadeiro Kasemodel, o laboratório é estratégico e fortalece também os laços de cooperação entre o IAE e o INPE, organizações praticamente vizinhas, localizadas em São José dos Campos (SP). A ideia é que pesquisadores e técnicos dos dois institutos trabalhem juntos no LABSIA.

O novo laboratório é ligado ao Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial), que já conta com o Laboratório de Bobinagem e Integração de giros a fibra ótica. As instalações estão localizadas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).


Fonte: IAE

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

1° GAAAD recebe o primeiro radar de fabricação nacional


FAB_1GAAAD_SABERM60_2013.09.JPGCom o objetivo de aprimorar os meios de defesa antiaérea, o Primeiro Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (1° GAAAD) recebeu o primeiro radar SABER M60 nesta segunda feira (12/8), em Canoas (RS).
Feito com tecnologia exclusivamente nacional pelo Centro Tecnológico do Exército Brasileiro em parceria com a empresa ORBISAT, o novo mecanismo integrará o sistema de controle e alerta do GAAAD e proporcionará a detecção à baixa altura de alvos de asa fixa ou rotativa, em uma distância de até 60 km.
Paralelamente, o 1° GAAAD iniciou o curso de especialização do Radar SABER M60, que visa à preparação dos militares do grupo para o uso e operação de todo o novo sistema.


Fonte: Força Aérea
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