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sábado, 28 de setembro de 2013

MAN vende 860 caminhões para Exército brasileiro


Unidades do modelo VW Worker 15.210 4×4 vão rodar o Brasil transportando tropas em missões do Exército


A montadora MAN Latin America, fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, fornecerá 860 caminhões ao Exército brasileiro. Negócio firmado representa o maior lote da licitação. A assinatura do contrato está prevista para as próximas semanas. O valor da aquisição não foi divulgado.

O acordo firmado deve acelerar a renovação de frota das Forças Armadas no Brasil. Ao todo, serão 860 unidades do modelo VW Worker 15.210 4×4, que vão rodar o Brasil transportando tropas em missões do Exército.

Após a entrega o novo lote, a frota Volkswagen no Exército Brasileiro chegará ao patamar de cinco mil veículos, consolidando a MAN Latin America.

Desenvolvido especialmente para atender às necessidades do Exército, o VW Worker 15.210 4×4 é do tipo operacional militarizado, com tração integral capaz de transportar até cinco toneladas em qualquer tipo de terreno.

Além do transporte de tropas em ações especiais, a montadora já forneceu caminhões em configurações especiais para o combate à seca no Nordeste. E há ainda caminhões da marca utilizados em missões de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), em países como o Haiti.

Os caminhões Volkswagen e MAN passam por situações extremas durante diversos testes de rodagem realizados pelas Engenharias da fábrica da MAN, em Resende (RJ), e em Munique, na Alemanha, além dos rigorosos processos de homologação realizados pelas Forças Armadas do Brasil.

A homologação incluiu rodagens por terrenos arenosos, alagados e com lama, além de manobras de embarque aéreo e marítimo, transporte de pontes, uso de biodiesel em mistura B2 (2% de mistura ao diesel convencional) e até testes de balística, conferindo a resistência da cabine a estilhaçamentos.


Fonte: Transporta Brasil

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Conheça as mudanças no Projeto Veículo Lançador de Satélites (VLS) na última década



O gerente do Veículo Lançador de Satélites (VLS), Tenente-Coronel Engenheiro Alberto Walter da Silva Mello Júnior, explica como está o projeto atualmente, o que mudou desde o incêndio na plataforma do Centro de Lançamento de Alcântara em 2003, no Maranhão, e a previsão para o novo lançamento do VLS. 

Localizado a 2 graus ao sul da Linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, é considerado estratégico para o lançamento de satélites. A instalação nessa posição geográfica permite uma economia de até 30% do combustível necessário para impulsionar um foguete. Conheça um pouco mais sobre as atividades do CLA, um local onde convivem lado a lado a tecnologia de ponta e os casarões do Brasil Império.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

EMCFA completa três anos com avanços na coordenação de ações conjuntas das Forças Armadas

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) completa esta semana três anos de existência. Ao fazer uma avaliação desse período, seu chefe, o general-de-exército José Carlos De Nardi, aponta o que considera hoje o principal desafio do órgão: avançar nas ações de interoperabilidade, ou seja, na coordenação de iniciativas conjuntas envolvendo Marinha, Exército e Aeronáutica. “Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças trabalhem juntas e se adaptem à coordenação do EMCFA”, diz.

Com mais de meio século de serviços prestados à Defesa Nacional, De Nardi lembra que o Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Ele conta que na Europa e nos Estados Unidos há muito tempo existe essa estrutura. “Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível”, esclarece.
Criado em agosto de 2010, o EMCFA planeja de forma estratégica o trabalho conjunto da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. O órgão também presta apoio à atuação de tropas brasileiras em operações de paz, auxiliando ainda nas ações de defesa civil.
Em entrevista, o chefe militar fala sobre as conquistas e os desafios presentes e futuros do órgão, considerado o braço militar do Ministério da Defesa.
   

Qual foi, nesses três anos, a maior contribuição do EMCFA para o Ministério da Defesa?
Criar uma maior interoperabilidade entre as Forças foi uma das maiores contribuições do EMFCA. É muito importante que elas saibam falar entre si e conheçam o modus operandi uma da outra.
Outra participação importante do EMFCA foi levar cada Força pensar em trabalhar para o conjunto, e não individualmente. A Marinha, o Exército e a Força Aérea já começam a atuar num conjunto de operações.
Com o EMCFA, temos então uma coordenação geral desse trabalho, que deixa de ter característica eminentemente individual.
As operações conjuntas fazem parte do calendário do EMCFA. Que avaliação o Estado-Maior tem desse trabalho e quais são as novas operações previstas?
As operações conjuntas são uma decorrência da interoperabilidade. Todas as movimentações que contam com a participação de duas ou três Forças são coordenadas pelo Estado-Maior.
Quando uma Força trabalha isoladamente, como no caso do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, onde houve a presença de apenas da Força Terrestre (Exército), o EMCFA apenas acompanha os trabalhos.
Isso é diferente do que acontece, por exemplo, nas Operações Ágata, que são conjuntas e contam com a nossa coordenação. A Operação Laçador, que acontecerá em setembro, também está sendo planejada e coordenada pelo EMCFA.
A segurança dos grandes eventos, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, contaram com a efetiva participação das Forças Armadas. A atuação coordenada junto aos órgãos de segurança aconteceu como esperado?
As missões da Marinha, do Exército e da Força Aérea nos grandes eventos tiveram, sim, uma avaliação positiva. Dentro das competências do Ministério da Defesa, não tivemos problemas que levassem ao emprego extraordinário de efetivos das Forças, embora os militares estivessem prontos para atuar em colaboração com os estados que sediaram jogos, no caso da Copa das Confederações.
Atuamos na defesa de estruturas estratégicas, defesa do espaço aéreo, marítimo, defesa cibernética, controle de explosivo e contra terrorismo, com desenvolvimento operacional altamente positivo. Nas nossas reuniões de avaliação, já identificamos os pontos que ganharão atenção maior nos próximos eventos.
Com relação à Jornada Mundial da Juventude, já havia sido determinado que a segurança em Guaratiba seria realizada pelas Forças Armadas. Com a transferência dos dois últimos atos centrais do evento para a Praia de Copacabana, por decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), as Forças também cuidaram da segurança naquela região.
Vale ressaltar que já foram iniciados os preparativos para segurança na Copa do Mundo, envolvendo o MD, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), sob a coordenação da Casa Civil. Para as Olimpíadas, a segurança deverá contar com os mesmos participantes da Copa nos níveis federal e estadual e as gestões necessárias já começaram a ser feitas com o Comitê Organizador Local (COL) e empresas ligadas à segurança desse evento.


Com relação ao emprego de contingentes brasileiros em países como o Haiti e o Líbano, dentre outros, como o EMCFA tem coordenado esse trabalho? Haverá modificações como reforço ou retirada de tropas nos próximos meses?
Muito se tem falado sobre esse assunto. A ONU é quem determina a diminuição ou aumento de efetivos nessas missões. Anualmente, uma secretaria das Nações Unidas define as mudanças no efetivo para o período de um ano, que se inicia sempre no mês de outubro.
A redução registrada no efetivo militar do Brasil no Haiti envolveu tropas que estavam naquele país em reforço devido ao terremoto. O objetivo foi adequar o efetivo aos moldes/quantitativo iniciais, registrados no período anterior à tragédia. Estamos aguardando a próxima definição da ONU com relação ao Haiti.
Quanto à Unifil, estive recentemente no Líbano quando fizemos a troca da Nau Capitania, navio que leva o Comando da Esquadra, e também estamos aguardando uma definição da ONU. A ideia é que a embarcação brasileira lá permaneça, bem como nosso almirante no comando da missão.
Quais metas do EMCFA para o médio e longo prazo merecem destaque?
A principal meta é a consolidação do Estado-Maior Conjunto no seio das Forças Armadas. Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças se adaptem à coordenação do EMCFA.
O Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Na Europa e nos Estados Unidos, há muito tempo existe essa estrutura. Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível.

Fonte : Ministério da Defesa

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Esquadrão Arara lança paraquedistas no Rio Negro (AM)

Paraquedistas saltaram sobre o Rio Negro (Manaus)
“Na Rota! Já!” Foi com esse comando que os pilotos do Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1°/9° GAv) iniciaram uma operação inédita no Brasil. 
Em parceria com o Exército Brasileiro (EB), o Esquadrão Arara lançou 140 paraquedistas sobre o Rio Negro, em Manaus (AM). 
A Operação Bumerangue II, como foi chamada, marcou o primeiro salto em massa de paraquedistas sobre a água.
Os saltos foram realizados no dia 21 de agosto. Contudo, a equipe, formada por militares de sete países, incluindo o Brasil, treinaram durante um ano, no Rio de Janeiro, para cumprirem a missão. “Nossa atuação é estratégica. Então, o objetivo foi treinar a tropa paraquedista para operar em qualquer local, inclusive nos rios, como ocorreu nesta operação”, disse o Comandante do 27° Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército, Coronel Alexandre Oliveira Cantanhede Lago.
Com o apoio da aeronave C-105 Amazonas, do Esquadrão Arara, os paraquedistas puderam concluir o trabalho que foi precedido por várias etapas de preparação que incluíram natação, flutuação, saltos em água apenas com os paraquedas e outros mais complexos com mochila e fuzil.
A Operação foi finalizada na última quinta-feira (22/08). No última dia de missão, a equipe treinou o lançamento de materiais - um bote e dois fardos. Desta vez, o local escolhido foi a região Sudeste de Rio Preto da Eva, a 70 km de Manaus.
“Esse tipo de operação é muito válida, pois as Forças Armadas dependem uma das outras, trabalhamos de forma integrada e operacional”, destacou um dos pilotos da missão, 1º Tenente Aviador Fernando Honorato.



Fonte: FAB
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