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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Reunião em Natal (RN) acerta detalhes de exercício com 90 aeronaves de nove países

Caças F-5EM da Força Aérea BrasileiraEntre os dias 4 e 15 novembro, mais uma vez, o Nordeste brasileiro vai ser palco do maior exercício de guerra aérea da América Latina. A CRUZEX Flight 2013 deve reunir 90 aeronaves do Brasil e de mais oito países nas Bases Aéreas de Natal e do Recife. O objetivo será treinar estratégias e táticas da guerra aérea moderna no contexto de uma coalizão.

Nesta semana, militares do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela se reuniram na Base Aérea de Natal para a última reunião preparatória da CRUZEX Flight 2013. Foram firmados os detalhes das operações aéreas, aspectos legais e a logística necessária. Ficou decidido que haverá intercâmbio entre brasileiros e estrangeiros em diversas áreas, mas a Direção será realizada exclusivamente pela Força Aérea Brasileira. 

"O exercício CRUZEX 2013 é uma das atividades de prioridade do nosso Comando da Aeronáutica e está confirmado", garante o Coronel João Bosco Lúcio da Silva Félix, Vice-Diretor do exercício. Na sua sétima edição, a CRUZEX deve reunir mais de 2 mil homens e mulheres, entre aviadores, mecânicos, forças especiais e pessoal de apoio, divididos entre Natal (RN), Recife (PE) e um pequeno contingente em Caicó (RN).

Major Steven Neta, da Real Força Aérea CanadensePara o Major Steve Neta, da Real Força Aérea do Canadá, o exercício é uma boa oportunidade de trabalhar em parceria. "O que a gente espera é aproveitar para compartilhar experiências com tripulações de outros países", disse. Essa será a primeira vez que o Canadá participa da CRUZEX com aeronaves. O país levará para Natal (RN) dois cargueiros CC-130J Hércules.

Aeronaves
Entre os aviões de combate, a Base Aérea de Natal irá receber os A-4AR (Argentina), F-16 (Chile, Estados Unidos e Venezuela), IA-58 (Uruguai), A-37 (Uruguai e Colômbia) e A-29 Super Tucano (Brasil e Equador), além dos F-5EM, F-2000 e A-1 do Brasil. No Recife, ficarão os aviões KC-767, KC-135 e KC-130, de transporte e reabastecimento em voo, e aviões-radar E-99 da Força Aérea Brasileira. 

Neste ano, os aviões de transporte C-130 Hércules também ficarão em Natal (RN) e vão realizar missões reais de lançamento de paraquedistas e carga. Outra novidade é a participação dos helicópteros de ataque AH-2 Sabre da Força Aérea Brasileira. 

Em Caicó (RN), a Força Aérea Brasileira irá manter um helicóptero de alerta para casos de emergência. 

sábado, 28 de setembro de 2013

MAN vende 860 caminhões para Exército brasileiro


Unidades do modelo VW Worker 15.210 4×4 vão rodar o Brasil transportando tropas em missões do Exército


A montadora MAN Latin America, fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, fornecerá 860 caminhões ao Exército brasileiro. Negócio firmado representa o maior lote da licitação. A assinatura do contrato está prevista para as próximas semanas. O valor da aquisição não foi divulgado.

O acordo firmado deve acelerar a renovação de frota das Forças Armadas no Brasil. Ao todo, serão 860 unidades do modelo VW Worker 15.210 4×4, que vão rodar o Brasil transportando tropas em missões do Exército.

Após a entrega o novo lote, a frota Volkswagen no Exército Brasileiro chegará ao patamar de cinco mil veículos, consolidando a MAN Latin America.

Desenvolvido especialmente para atender às necessidades do Exército, o VW Worker 15.210 4×4 é do tipo operacional militarizado, com tração integral capaz de transportar até cinco toneladas em qualquer tipo de terreno.

Além do transporte de tropas em ações especiais, a montadora já forneceu caminhões em configurações especiais para o combate à seca no Nordeste. E há ainda caminhões da marca utilizados em missões de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), em países como o Haiti.

Os caminhões Volkswagen e MAN passam por situações extremas durante diversos testes de rodagem realizados pelas Engenharias da fábrica da MAN, em Resende (RJ), e em Munique, na Alemanha, além dos rigorosos processos de homologação realizados pelas Forças Armadas do Brasil.

A homologação incluiu rodagens por terrenos arenosos, alagados e com lama, além de manobras de embarque aéreo e marítimo, transporte de pontes, uso de biodiesel em mistura B2 (2% de mistura ao diesel convencional) e até testes de balística, conferindo a resistência da cabine a estilhaçamentos.


Fonte: Transporta Brasil

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Conheça as mudanças no Projeto Veículo Lançador de Satélites (VLS) na última década



O gerente do Veículo Lançador de Satélites (VLS), Tenente-Coronel Engenheiro Alberto Walter da Silva Mello Júnior, explica como está o projeto atualmente, o que mudou desde o incêndio na plataforma do Centro de Lançamento de Alcântara em 2003, no Maranhão, e a previsão para o novo lançamento do VLS. 

Localizado a 2 graus ao sul da Linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, é considerado estratégico para o lançamento de satélites. A instalação nessa posição geográfica permite uma economia de até 30% do combustível necessário para impulsionar um foguete. Conheça um pouco mais sobre as atividades do CLA, um local onde convivem lado a lado a tecnologia de ponta e os casarões do Brasil Império.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

EMCFA completa três anos com avanços na coordenação de ações conjuntas das Forças Armadas

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) completa esta semana três anos de existência. Ao fazer uma avaliação desse período, seu chefe, o general-de-exército José Carlos De Nardi, aponta o que considera hoje o principal desafio do órgão: avançar nas ações de interoperabilidade, ou seja, na coordenação de iniciativas conjuntas envolvendo Marinha, Exército e Aeronáutica. “Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças trabalhem juntas e se adaptem à coordenação do EMCFA”, diz.

Com mais de meio século de serviços prestados à Defesa Nacional, De Nardi lembra que o Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Ele conta que na Europa e nos Estados Unidos há muito tempo existe essa estrutura. “Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível”, esclarece.
Criado em agosto de 2010, o EMCFA planeja de forma estratégica o trabalho conjunto da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. O órgão também presta apoio à atuação de tropas brasileiras em operações de paz, auxiliando ainda nas ações de defesa civil.
Em entrevista, o chefe militar fala sobre as conquistas e os desafios presentes e futuros do órgão, considerado o braço militar do Ministério da Defesa.
   

Qual foi, nesses três anos, a maior contribuição do EMCFA para o Ministério da Defesa?
Criar uma maior interoperabilidade entre as Forças foi uma das maiores contribuições do EMFCA. É muito importante que elas saibam falar entre si e conheçam o modus operandi uma da outra.
Outra participação importante do EMFCA foi levar cada Força pensar em trabalhar para o conjunto, e não individualmente. A Marinha, o Exército e a Força Aérea já começam a atuar num conjunto de operações.
Com o EMCFA, temos então uma coordenação geral desse trabalho, que deixa de ter característica eminentemente individual.
As operações conjuntas fazem parte do calendário do EMCFA. Que avaliação o Estado-Maior tem desse trabalho e quais são as novas operações previstas?
As operações conjuntas são uma decorrência da interoperabilidade. Todas as movimentações que contam com a participação de duas ou três Forças são coordenadas pelo Estado-Maior.
Quando uma Força trabalha isoladamente, como no caso do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, onde houve a presença de apenas da Força Terrestre (Exército), o EMCFA apenas acompanha os trabalhos.
Isso é diferente do que acontece, por exemplo, nas Operações Ágata, que são conjuntas e contam com a nossa coordenação. A Operação Laçador, que acontecerá em setembro, também está sendo planejada e coordenada pelo EMCFA.
A segurança dos grandes eventos, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, contaram com a efetiva participação das Forças Armadas. A atuação coordenada junto aos órgãos de segurança aconteceu como esperado?
As missões da Marinha, do Exército e da Força Aérea nos grandes eventos tiveram, sim, uma avaliação positiva. Dentro das competências do Ministério da Defesa, não tivemos problemas que levassem ao emprego extraordinário de efetivos das Forças, embora os militares estivessem prontos para atuar em colaboração com os estados que sediaram jogos, no caso da Copa das Confederações.
Atuamos na defesa de estruturas estratégicas, defesa do espaço aéreo, marítimo, defesa cibernética, controle de explosivo e contra terrorismo, com desenvolvimento operacional altamente positivo. Nas nossas reuniões de avaliação, já identificamos os pontos que ganharão atenção maior nos próximos eventos.
Com relação à Jornada Mundial da Juventude, já havia sido determinado que a segurança em Guaratiba seria realizada pelas Forças Armadas. Com a transferência dos dois últimos atos centrais do evento para a Praia de Copacabana, por decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), as Forças também cuidaram da segurança naquela região.
Vale ressaltar que já foram iniciados os preparativos para segurança na Copa do Mundo, envolvendo o MD, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), sob a coordenação da Casa Civil. Para as Olimpíadas, a segurança deverá contar com os mesmos participantes da Copa nos níveis federal e estadual e as gestões necessárias já começaram a ser feitas com o Comitê Organizador Local (COL) e empresas ligadas à segurança desse evento.


Com relação ao emprego de contingentes brasileiros em países como o Haiti e o Líbano, dentre outros, como o EMCFA tem coordenado esse trabalho? Haverá modificações como reforço ou retirada de tropas nos próximos meses?
Muito se tem falado sobre esse assunto. A ONU é quem determina a diminuição ou aumento de efetivos nessas missões. Anualmente, uma secretaria das Nações Unidas define as mudanças no efetivo para o período de um ano, que se inicia sempre no mês de outubro.
A redução registrada no efetivo militar do Brasil no Haiti envolveu tropas que estavam naquele país em reforço devido ao terremoto. O objetivo foi adequar o efetivo aos moldes/quantitativo iniciais, registrados no período anterior à tragédia. Estamos aguardando a próxima definição da ONU com relação ao Haiti.
Quanto à Unifil, estive recentemente no Líbano quando fizemos a troca da Nau Capitania, navio que leva o Comando da Esquadra, e também estamos aguardando uma definição da ONU. A ideia é que a embarcação brasileira lá permaneça, bem como nosso almirante no comando da missão.
Quais metas do EMCFA para o médio e longo prazo merecem destaque?
A principal meta é a consolidação do Estado-Maior Conjunto no seio das Forças Armadas. Cada vez mais vamos procurar fazer com que as Forças se adaptem à coordenação do EMCFA.
O Brasil foi um dos últimos grandes países a criar seu Estado-Maior Conjunto. Na Europa e nos Estados Unidos, há muito tempo existe essa estrutura. Na América do Sul, fomos um dos últimos países a criá-la. No início, foi uma novidade que causou surpresa. No entanto, pouco a pouco a receptividade das Forças foi aumentando na consolidação de uma evolução irreversível.

Fonte : Ministério da Defesa
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