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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Exército Brasileiro desenvolve tecnologia inédita com fibra de carbono

A fibra de carbono elaborada com piche desenvolvida pelo Exército Brasileiro em parceria com a Petrobrás promete ser um material muito mais barato do que outros tipos de fibras de carbono até agora disponíveis no mercado 

O Exército Brasileiro desenvolveu uma tecnologia inédita com fibra de carbono, solução mais barata e tão resistente quanto às comercializadas no mercado internacional. A pesquisa foi desenvolvida em parceria com a Petrobras e usa o piche de petróleo para a elaboração do novo material. Muito usada na indústria aeroespacial e automobilística, a fibra de carbono diminui o peso de componentes sem perda de resistência.

A fibra de carbono de piche já é produzida comercialmente no Japão e nos Estados Unidos, porém com piche de alcatrão ou sintético (substâncias químicas puras), e com o preço de comercialização variando entre US$ 50 e US$ 1 mil por quilograma. O alto custo faz com que o material, o qual substitui principalmente aço e alumínio, seja mais usado em carros de Fórmula-1, veículos de luxo, aviões e foguetes.


De acordo com o gerente do Projeto Carbono do Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono (NCDTC) do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), major-engenheiro Alexandre Taschetto, a vantagem do desenvolvimento brasileiro fica por conta de que os derivados do petróleo classificados como “fundo do barril de petróleo” não têm mercado significativo, condição que ajuda a baratear a fibra de carbono brasileira e viabiliza o uso em larga escala.


Foto: NIPPON STEEL & SUMIKIN MATERIALS
Para o Exército Brasileiro, a fibra de carbono obtida a partir do piche extraído de petróleo poderá ser muito útil na fabricação de equipamentos e acessórios mais leves como capacetes (acima) e armamentos (embaixo) até peças para viaturas blindadas

Taschetto avalia que a fibra de carbono extraída do piche de petróleo brasileiro deve custar entre US$ 10 e US$ 15 o quilo. A indústria automobilística estima que se o custo desse material estiver abaixo de US$15 torna-se vantajosa à substituição do aço pela fibra em maiores quantidades, explica o engenheiro “Carros com peças de fibra de carbono têm mais eficiência energética e emitem menos poluentes que os carros construídos com peças e partes de aço, e a nova tecnologia será muito útil na fabricação de equipamentos e acessórios mais leves como capacetes, armamentos leves (pistolas e fuzis, entre outros), até armamento pesado (metralhadora e morteiro, por exemplo), além de peças para viaturas”.



A produção em escala industrial do material ainda está em estudo na Petrobras. O produto obtido em escala semi-industrial foi apresentado pela primeira vez na América do Sul durante o Congresso Mundial de Pesquisadores da Área de Carbono (Carbon 2013), entre os dias 15 e 19 de julho último, no Rio de Janeiro.



Fonte: Noticia Final
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